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Controle Financeiro Pessoal

Conceitos fundamentais para um bom planejamento financeiro

Quando falamos em planejamento pensamos logo em economizar, em restrições de gastos. Planejar e economizar são palavras chaves que vão garantir a você e ao seu bolso um futuro mais tranquilo. Planejar é fazer planos e quando fazemos planos estamos pensando no futuro. Então planejamento financeiro nada mais é decidirmos com antecedência o que faremos com o nosso dinheiro.

Para planejar é necessário termos um mínimo de controle. Saber ter a consciência clara de quanto se ganha e quanto se gasta. Isso não é válido apenas para as pessoas mais também para as empresas e para o governo.

Quem gasta mais do que ganha podemos afirmar que no futuro terá sérios problemas financeiros. No jargão de economia os “gastadores” são chamados de agentes deficitários, cuja renda não é suficiente para cobrir suas despesas mensais. Os agentes superavitários são os que tem suas receitas superiores aos seus gastos e podem poupar.

Nossa orientação é que você se enquadre nos superavitários, muitos vão dizer que é difícil, alguns até dirão que é impossível. Para isso vamos lhes dar neste post alguns conceitos essenciais.

Juros, de uma forma bem simples, eles representam o custo do dinheiro. Toda a mercadoria ou serviço possui um valor e com o dinheiro não é diferente. Assim como qualquer mercadoria, o dinheiro pode ficar mais caro ou mais barato, o que é o mesmo dizer que os juros podem subir ou cair.

Quais são os fatores que afetam o preço do dinheiro?

Se lembra da inflação? Ela anda meio controlada e é bom o governo mantê-la assim mesmo. É um dos fatores que mexe muito com a taxa de juros.

A inflação há 25 anos era muito alta e estava completamente fora de controle. Isso refletia num constante aumento de preços o que provocava uma perda no poder de compra da nossa moeda, ou seja, de um mês para o outro o seu salário não dava conta das despesas da casa.

A inflação pode ocorrer por diversos motivos, um deles é quando se emite moeda de forma descontrolada, isso acontece quando os governantes para cobrir gastos de suas administrações acabam injetando um grande volume de dinheiro na economia provocando assim um aumento de preços.

A lei da oferta e da procura é uma lei de economia que se baseia no comportamento humano. Ela diz que quando há excesso na oferta de um produto o seu preço costuma cair e o contrário também é verdadeiro. Um produto acaba ficando mais caro quando está em falta no mercado.

Nesse contexto uma das formas para controlar a inflação é de tirar o dinheiro de circulação freando o consumo.  Então aumentando da taxa de juros contemos a inflação, pois fica mais atrativo poupar, investir do que consumir. As pessoas consumindo menos os preços tendem a baixar, mas não é só a inflação que influencia a taxa de juros.

Existe outra variável no mundo dos negócios que também influencia a taxa de juros que é o prazo envolvido nos negócios. Por isso dívidas de longo prazo tendem a pagar juros mais altos que dívidas de curto prazo. Em função do risco que o negócio está envolvido. Pois na economia quanto maior for o risco maior são os juros cobrados.

Por esta razão empréstimos concedidos sem muita documentação estão sujeitos normalmente a taxas de juros mais altas para que o credor tenha o dinheiro retornando o mais rapidamente possível em função do risco da inadimplência.

Lançamos agora a pergunta, uma taxa de juros alta é sempre ruim?

Depende em que situação você está inserido. Se você tem o seu caixa sempre no vermelho, juros altos realmente será seu pior pesadelo, pois o crédito fica mais caro, os empréstimos sairiam pela hora da morte. Agora se você termina seu mês no azul, sobrando caixa, uma taxa de juros mais alta pode até ser uma aliada para os seus rendimentos.

Assim sendo, investimentos de menor risco (curto prazo) terão menor retorno, enquanto os de maior risco (longo prazo) terão maior retorno.

Para reduzir os riscos de investimentos você deve se utilizar da diversificação, mesclando investimentos conservadores, arrojados, seguir a boa e velha receita da vovó de nunca colocar todos os ovos em uma única cesta.

Fonte: http://oespecialistafinanceiro.blogspot.com.br/2011/05/educacao-financeira-planejamento.html

Assista este vídeo que a Bovespa preparou. Ele pode esclarecer muitas das suas dúvidas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 thoughts on “Conceitos fundamentais para um bom planejamento financeiro”

  1. Eu concordo que a relação entre o PIB e a taxa de juros não é tão pefteira assim, inclusive vou fazer o teste de correlação no EViews, para vermos o resultado.Com relação a sua colocação eu entendo o que vocea coloca, com uma taxa de juros mais baixa teoricamente os agentes irão preferir ficar ledquidos, diminuindo assim o estoque de recursos disponedveis e sendo assim como poder se emprestar mais dinheiro se o dinheiro esta nas mãos dos agentes e não mais no sistema bancrio. Pois é? Tem sentido!Por outro lado na prática nem todo o recurso migrar dos sistema bancrio para as mãos dos agentes, ainda restarão recursos e possivelmente a demanda por recursos aumentar pela queda nos juros. O fato é que o multiplicador bancrio, a maquinhinha de dinheiro, vai equalizar a conta (muito embora eu não concorde com isso, acho que deve haver lastro e não simples criação de moeda).Também entendo quando vocea fala que é necessrio um suplus de capital ou uma poupança capaz de alavancar o crescimento, entretanto não sei se concordo. Ter uma boa poupança não significa ter crescimento, os mercantilistas também tinham e nem por isso se desenvolveram. Acredito que o crescimento esta muito mais vinculado com a capacidade de criação e inovação do que o simples fato de possuir recursos.

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